Livro cervejeiro do mês: A História da Heineken


Título: A História da Heineken: a cerveja que conquistou o mundo

Autor: Barbara Smit

Idioma: Português, tradução: Juliana Romeiro

Editora: Zahar, 2014 - 303 páginas

Valor aproximado: R$45 na Amazon


Definitivamente uma leitura obrigatória para todos os fãs de cerveja, em especial da Heineken!

A autora Barbara Smit é uma jornalista e escreve livros sobre o mundo dos grandes negócios. O livro não é uma “bibliografia autorizada” e a autora conta que foram mais de 200 entrevistas para conclusão da obra e que o próprio Freddy Heineken tentou obstruir as suas pesquisas com ameaças durante a execução.

A história começa contando as origens da família Heineken no séc XVIII como vendedores de manteiga e queijo. Foi Gerard Adriaan Heineken quem viu uma oportunidade de adquirir a falida cervejaria Dan Hoyberg em 15 de fevereiro de 1864 e fundar a Heineken & Co.

O livro segue com a história da compra, as dificuldades da época e cita que na eclosão da guerra em 1917 a cevada era tão difícil de se importar que a cervejaria produziu cerveja com arroz, açúcar e farinha de tapioca! Isso mesmo, a Heineken já foi “não puro malte”. Já na Segunda Guerra fizeram acordos com os alemães para fornecimento de cerveja em troca de não ter seus tanques de cobre apreendidos.

Desde o começo, a história da marca está atrelada à venda para mercados fora da Holanda e, a cervejaria já chegou a coletar garrafas no fundo do mar para cumprir metas de exportação. Foi graças as táticas de exportação junto com as famosas campanhas publicitárias que a empresa começou a ganhar notoriedade como cerveja premium. Capítulos especiais são dedicados a evolução da marca no Reino Unido e nos Estados Unidos, onde em 1960 a cervejaria tinha 35% da fatia de venda de marcas estrangeiras e era considerada "a marca número um em importação nos Estados Unidos”. O curioso era que a maioria dos americanos achava que a Heineken era uma cerveja alemã!

A história do herdeiro Freddy Heineken, personagem importante na trajetória da cervejaria, é amplamente contada durante o livro. Aos 23 anos ele se mudou para os Estados Unidos para trabalhar com o distribuidor americano e aprender sobre marketing e foi o responsável pelas mudanças na identidade visual da cervejaria nos anos 1950. Foi ele também o responsável pela escolha da cor verde como cor oficial da cervejaria “previ que o verde se tornaria um símbolo universal para a natureza e segurança” relata o magnata. A sua gestão na Heineken e também o famoso sequestro e resgate milionário possuem capítulos dedicados e Freddy é relatado no livro ora como playboy, ora como gênio de marketing e empresário sagaz.

O livro é muito bem escrito e algumas passagens são bem divertidas: “de forma bem significativa, alguns dos países europeus em que a marca Heineken não conseguia criar uma boa impressão eram justamente aqueles com as tradições cervejeiras mais profundamente enraizadas. O que fazia a Heineken tão forte em muitos mercados internacionais era uma fraqueza nesses países: a marca atraía gente porque era delicada e fácil de beber, mas, para os conhecedores de países com uma gama abundante de cervejas mais consistentes, era uma alternativa fraca. Perguntando sobre o fracasso da Heineken em penetrar o mercado de seu país, um cervejeiro belga brincou: “Nós já temos água nas torneiras.”

Uma das coisas que mais gostei em todo livro foi a contextualização histórica sobre a tecnologia cervejeira na época, táticas publicitárias que são largamente utilizadas hoje em dia por diversas cervejarias e principalmente a remodelação internacional do mercado de cerveja com as respectivas mega aquisições, acordos de licenciamento e de distribuição com dados estatísticos muito interessantes não só da Heineken mas como de outras cervejarias.

A leitura é recomendada com uma verdinha entre um capítulo e outro! 😉

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